Por causas externas e alheias à minha vontade, mas que têm tudo a ver com a preservação da minha privacidade, este blogue está temporaria ou definitivamente (ainda não decidi) encerrado.
Obrigada
Daniela
Monday, June 02, 2008
Até já
Posted by DDF at 9:06 PM |
Wednesday, April 16, 2008
Tuesday, April 08, 2008
Banda sonora de um longo caminho
Duo Dinámico - Resistiré
"Uma longa viagem começa com um único passo" - Lao Tsé
"o si alguna vez me faltas tú"
Eu e o meu irmão costumávamos dizer que éramos o duo dinâmico.
Posted by DDF at 3:46 PM |
Thursday, April 03, 2008
Wednesday, March 12, 2008
Tuesday, March 11, 2008
Between
Posted by DDF at 7:40 PM |
Tuesday, February 12, 2008
Momentos Tácteis
Posted by DDF at 3:13 PM |
Thursday, December 20, 2007
Skin
Faz-me falta
A tua pele na minha
Grito
Pela fome das tuas mãos
Pelo calor
Incandescente do teu desejo
Quero que me inundes
Me desfaças com um beijo
Preciso da vontade
Na rouquidão da tua voz
Diz-me
Que vamos voltar a ser nós.
Posted by DDF at 6:12 PM |
Sunday, October 28, 2007
Império das algas
Posted by DDF at 12:33 AM |
Wednesday, October 03, 2007
Sorriso de Ambar

[foto-Ira Bordo]
O corpo existe
Mesmo quando está triste
O fim da inocência
Não cessa a urgência
O empedernir da ilusão
Não cala a fome da emoção
O amanhecer cinzento
Não impede o crepúsculo violento
A frieza de salões de tradição pesada
Não mata a paixão de vão de escada
Cresce a dúvida por fim
Quando, inconsciente, o sorriso
Nasce com trejeito de sim.
Posted by DDF at 11:41 PM |
Thursday, September 06, 2007
Horizontu
Tens um lago de paz
No olhar quente encantado
Com que me bebes
Em que me mergulho
Tens um vento envolvente
Na voz quente fervente
Com que me acordas acendes
Prendes e devolves o horizonte.
Posted by DDF at 4:11 PM |
Diálogos a sós
Tive medo de pôr um pé lá fora, de sentir uma brisa quente no cabelo, reparar que alguém sorria de um modo especial, de me deixar ir.
Tive medo que alguém me tentasse roubar o coração que não está no meu peito, deixei-o contigo.
Tive medo que a falta de amor me apanhasse desprevenida e me convencesse a deixar o amor da minha vida.
Posted by DDF at 4:06 PM |
Sem Sombra
Há um infinito cinzento
Sem o encanto das sombras
Pastam carneiros sem olhos
De patas rombas
O pão tem bolor
E o tomate é farinhento
Neste mundo de limbo
Onde habito
Absolutamente só
Sinto mãos viscosas
Quando peço mimo
E há um grifo tatuado
Que se alimenta de nós.
Posted by DDF at 3:55 PM |
Thursday, August 16, 2007
A quimera do veado
Deixei a mente vogar
Qual a personagem de cinema
Que gostaria de ser agora
A imagem surgiu rápida
Certa e indubitável
O veado da branca de neve
Aquele a quem o caçador
Arranca o coração.
Posted by DDF at 11:10 PM |
Wednesday, August 15, 2007
Hoje o vento soou assim (c)
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Descobri este menino e gostei, vão lá ver
Posted by DDF at 8:34 PM |
Tuesday, August 07, 2007
O meu rumo és tu
Não tenho rota
Parti o leme
Depois de inúmeras derrotas
O meu destino é guiado
Por mão que treme
A minha vida toda
A minha paz, a minha casa
Acontecem quando
Encontro o teu olhar
Repouso no teu peito
Morro no teu abraço
Não vás
Peço, grito
Imploro, exijo
Sou louca, intensa
Pequena, imensa
Inofensiva, letal
Sou o que quiseres
Sou tua, nasço em ti
Mostrei-te um dia
O caminho de volta a casa
Voltaste, chegaste
Fiquei completa
Depois saí, perdi-me
Rasguei-me, feri
Baralhei e encontrei
O que estava ali
E era parte de mim
Deixa-me agora
A mim
Voltar a casa
Estou perdida no deserto
Sem água nem vontade
De mão estendida para ti.
Posted by DDF at 10:41 PM |
Thursday, August 02, 2007
Sonho Solidão

[Foto-Katarzyna Widmańska]
O bicho de conta
Que um menino guardou
Numa caixa de iogurte vazia
A velha muito tonta
Que o tempo esqueceu
Numa viela escura e fria
O louco friamente lúcido
Que o eminente médico deixou
Sem alta para morrer estúpido
A menina perdida de olhos enormes
Que a mãe largou da mão
Para perseguir um desejo disforme
Todos estes dormem
Comigo na cama
Sem licença nem permissão
Porque tu em tom de quem não ama
Distraído, deste ao tempo uma ordem.
Posted by DDF at 5:14 PM |
Friday, July 27, 2007
Monday, July 09, 2007
Eu e o meu Mano
Elvis Presley - If I can dream
Quando eu e o meu irmão estávamos tristes íamos buscar a K7 do Elvis, o "King", púnhamos no gravador do carro, o primeiro carro do Ricardo, um opel corsa preto, que andava, andava até deixarmos de ver as bermas e a paisagem dos lados se transformar em raios de luz dissonante.
E cantávamos, gritávamos até que toda a tristeza se evaporasse e descesse sobre nós aquela euforia dos fins de tarde ou amanheceres plenos intensos e completos que dão sentido à vida sem mais nada, a vida pelo milagre que ela é.
E esta música então nunca falhava.
Fazes-me tanta falta mano, que até a alma está esmifrada e encolhida de dor.
Posted by DDF at 3:15 PM |
Wednesday, July 04, 2007
Ballerina
Descobre-me num
Horizonte iluminado
De laranja ternura
Magnólia carinho
Gosto de me enrolar
Como um caracol
No bolso dos berlindes
De brilhar
Em pontas e mesclado
Muito acima e ao alcance
Da palma da mão.
Posted by DDF at 11:15 AM |
Tuesday, July 03, 2007
Não se anda de asas com um machado atrás das costas
Perdi com violência a minha sina
Conheci o deserto cinzento dos dias
Demorei quase vinte anos
A não esperar, a não confiar, a não sonhar
E vieste
Chegaste
Doce, terno
Escondeste
O agreste
Estendeste a mão
Proibiste o senão
Construiste um castelo
Ignoraste o flagelo
E acima de tudo
Deixaste-me sonhar
Acreditar de coração puro
Que ainda podia amar
Se ainda conseguisse ao fim de tanto tempo, voltava
A odiar, a sentir sede de rasgar, ganas de matar
Mas estou apenas
Paralisada de dor
Perplexa de desamor
Num deserto de sangue e penas.
Posted by DDF at 4:06 PM |
Sunday, July 01, 2007
Balla - O Fim Da Luta
Este é para o Vasquinho que foi morar para uma estrela há um mês e que faz tanta falta a tantos.
A ti que num relance rápido de olhar me entendeste como muito poucos.
Saudade
Posted by DDF at 11:39 PM |
Tuesday, June 26, 2007
Destaque Cupido, Fonte de Amor

A maluca responsável destacou-me para Fonte de Amor e eu fiquei muito contente, porque é a distinção mais importante que nos podem oferecer quando escrevemos com amor.
E, também, por ter sido esta menina a destacar-me, pela intensidade, genuinidade, qualidade e, claro, pelo amor com que escreve. A ela um obrigado sincero.
Os meus destaques são-no porque os sinto na pele como fonte de amor em diferentes e diversas acepções.
abstracto concreto
brinco de palavras
curtas
exorcismos
in the meadow
o grito do silêncio
Olhar Xbugalhado pela Xtranheza
poetas amigos
por aqui
principios e fins
Posted by DDF at 4:42 PM |
Tuesday, June 19, 2007
A Angústia é uma Droga Dura
Devolve-me o meu oleado amarelo. Não é que eu não goste de passear de galochas vermelhas com bolas brancas e lingerie beringela, debaixo do jacarandá que larga cola e fica ali mesmo junto à tua janela. Mas, além da senhora de bata disforme, que já perdeu a cor há muito tempo, e me olha de través, há também a questão estética. Sabes, já to disse há muito tempo, que sou insuportavelmente perfeccionista e, eu sei, sinto-o no âmago da minha alma, fico incompleta neste quadro sem o meu oleado amarelo.
Ah! Sim, já agora...
Pronto, sei, sim já sei que estou a abusar, mas podias devolver-me aquele desumidificador...
Não, não é aquele eléctrico que compraste a vinte e quatro prestações e que provocou um curto circuito no prédio, porque nunca lhe tiravas a água que se acumulava no depósito e o teimoso do senhorio nunca chegou realmente a perceber as explicações que lhe dei, sobre a importância das tomadas de terra. Não meu querido, eu estou a falar daquela caixinha verde pistachio que comprei no jumbo e guardei na gavetinha, sem puxador (que tínhamos que abrir com faca), da mesa de cabeceira. Aquele que acumulava água na matéria que tinha lá dentro (sim, sei que me explicaste dezenas de vezes o que era aquilo e a razão científica porque absorvia a humidade, mas realmente nunca quis saber e continuo a não querer). Pois, eu sei que já não funciona, mas gosto do impacto que a cor pardacenta e misteriosa do bolor em contraste com o pistachio provoca no conjunto. Refiro-me obviamente ao conjunto estético.
Percebes, claro, a importância dos pormenores na minha vida, foi por nunca os veres, nem reparares que eles existiam que nós criámos, ou melhor tranformá-mos o conceito de solidão acompanhada, em vidas paralelas incoerentes e imcompreensíveis, que tinham por vezes umas tangentes.
Refiro-me, parece-me óbvio, à percepção da polarização dos raios de sol ao crepúsculo e ao sexo.
Podes ficar, não, quer dizer, não é podes, gostava muito que ficasses com o guarda- chuva transparente que tem o desenho do snoopy acometido de um ataque de pânico, por ter acordado ao lado do woodstock num dia de ressaca cinzenta. Acho que a marquise ficaria desoladamente abandonada sem ele. Para além disso, sabes também, como o bonsai desenvolveu, desde que o pusemos dentro do tanque debaixo do guarda-chuva. Há energias nas quais não devemos realmente tocar, nem transformar. Sei que os meus conhecimentos nulos de feng shui sempre ofenderam a tua sensibilidade, mas acho que este conceito intuitivo, não estará de todo errado e, respeita-o por favor, em nome do ruido de fundo das tardes de tangentes perfeitas.
Já agora, não te esqueças de limpar a ferrugem do arame da roupa. Nunca to disse, eu sei, mas só eu é que acho que as manchas amarelas dão um ar misterioso e carismático às tuas camisas verde tropa desbotado.
Olha, tenho de ir, voltaram estes senhores de bata branca, que me vêem sempre buscar quando venho passear de galochas e lingerie à tua janela. Já lhes expliquei que tu gostas e que se pudesses já me tinhas devolvido o oleado amarelo, mas que nem sempre é fácil descer da nuvem para onde foste viver, já há três anos. Mas deixa, também não consigo zangar-me. Eles são medianamente simpáticos e dão-me, sem eu pedir, aqueles comprimidos que eu implorava à médica de família, que me faziam sentir em paz com o mundo e me devolviam o sorriso e a serenidade. Lembras-te como ficavas feliz por me ver assim, até me levavas outra vez contigo aos jantares da administração do banco.Sim, como antes, antes quando eu ainda não baralhava os eventos do teu trabalho com as festas de trance em que os cogumelos e as luzes me fazim sentir viva.E eu, nem um copo de vinho bebia nesses jantares, como tu me tinhas pedido.
Olha tenho mesmo que ir, hoje afinal deram-me uma injecção e não consigo manter os olhos abertos.
Deixa estar, é mais fácil para mim ir ter contigo à nunvem durante os sonhos.
Até já meu amor, acho que se não fossemos daltónicos, ainda hoje viveríamos naquela marquise encantada.
Posted by DDF at 3:38 PM |
Tuesday, June 12, 2007
Saudade das Brumas
Nas tardes daquele Agosto
Que ainda desconhecia
As sombras do desgosto
Se ainda soubesse invocá-la pedia
À bruxinha com alma, uma macumba
E ao vento, o tom maior em que ele assobia
Para entrar na espiral
Que me pousasse na humidade
Quente dos teus olhos
Espelho transversal
De desejo
Raiz sôfrega de pele
Dá-me um sono transpirado de mel.
Posted by DDF at 11:51 PM |
Friday, May 25, 2007
Carvão púrpura
Atravessaste-me ao meio
com uma dor lacinante
que me paralisou o peito
na eternidade de um instante
marcaste-me o destino
com um risco rasgado a carvão
boneca de trapos prostrada sem tino
ouvi surpresa o som fúnebre e seco
com que se parte um coração.
Posted by DDF at 8:12 PM |
Friday, May 11, 2007
Ritual
Que levanta a curva do meu sorriso
Até ao infinito
Dos meus passos de dança contigo.
Os meus lábios foram talhados na pedra
Junto aos teus
Deu-lhes vida um vento do norte
Quando se voltam a juntar
Há uma tonteria de perfeição
Deslizo os joelhos perto do que em ti é altar
Perco o pé e passa rasteiro junto ao chão
Um vento diferente, suave e forte
Sinto-o entre os cabelos perdidos na tua mão
Húmido, quente e louco
Voltámos, meu amor,
A invocar o siroco.
Posted by DDF at 10:03 PM |
Thursday, April 26, 2007
Friday, April 20, 2007
bell-fire
Dezenas de manchinhas cinzentas espalhadas pelo corpo.
Terror, agonia, a hipo a invadir-me o cérebro outra vez.
Até que reparo...
Algumas, as que estão mais perto da cintura, têm um tom
Violeta arroxeado e...
Sinto, o pulsar de vida que me invade
Quando me pedes a magia
De me transformar de anjo alvo em amora negra.
Posted by DDF at 6:20 PM |
Wednesday, April 18, 2007
Monday, April 16, 2007
Thursday, March 29, 2007
Hasta Siempre Comandante
Estou num sítio muito perto do fim do mundo, dou mais três ou quarto passos e lá está – a porta verde coberta de ervinhas trepadeiras e salpicada de violetas a atirar mais para o amarelo.
Desde sempre que o soube, o caminho. Aprendi muito cedo que é fácil demais chegar lá, o complicado, o mistério é conhecer o momento certo, o toque de clarividência que nos permite distinguir que naquele segundo de eternidade a porta dará acesso a uma infinitude de novos e vertiginosos mundos.
Por enquanto, sempre que desce a nuvem lilás, sou lançada no meu calvário privado em que verifico que, para lá, ainda só existe o vazio imenso que ultrapassa a dor das minhas entranhas.
Fecho a porta, volto atrás e sigo mais uma vez o caminho das aves de arribação.
Um dia voltaremos a ser um, até lá aprendo a seguir o meu caminho sozinha e tento inventar um sorriso novo.
Posted by DDF at 12:42 AM |



















